O “neossujeito” e a autovigilância como mecanismo de produção

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.33389/desc.v6n1kurunci

Palabras clave:

neoliberalismo, dispositivos de eficácia, autovigilância

Resumen

O artigo busca relacionar produtividade e sujeito no contexto neoliberal. Para tanto, são contemplados conceitos de neoliberalismo, sujeito produtivo, sujeito empresarial e autovigilância.

O neoliberalismo sendo uma nova racionalidade pautada na universalidade do princípio geral da concorrência em todos os âmbitos da vida do sujeito age em seu íntimo e, através de dispositivos de eficácia, introduz aspectos de eficácia e produção típicas das empresas.

O sujeito, então, permeado da concepção de liberdade, age para atingir sua própria eficácia e trabalha sem que tenha percepção de situações de exploração ou miserabilidade. O desemprego, a não qualificação, a miséria e falta de status não têm outros vetores, senão a própria falta de esforço do indivíduo.

Assim, o novo sujeito não é compelido a aumentar a produtividade, ele próprio emana a norma de concorrência e se culpabiliza em caso de insucesso.

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Biografía del autor/a

  • Bruna Barros Kurunci, FACAMP - Faculdade de Campinas

    Advogada formada pela FACAMP - Faculdade de Campinas e mestranda em Direito de Empresa, Justiça e Sociedade no Programa de Pós-graduação da FACAMP, Campinas. Pesquisadora em neoliberalismo, direito do trabalho, uberização, plataformas digitais, ativos digitais e reformas trabalhistas de mercado e integrante do Grupo de Pesquisa "Interfaces entre Direito, Estado e Economia" (IDEE).

  • Gabrielly Lintsey Ribeiro, FACAMP - Faculdade de Campinas

    Advogada formada pela FACAMP - Faculdade de Campinas e mestranda em Direito de Empresa, Justiça e Sociedade no Programa de Pós-graduação da FACAMP, Campinas. Pesquisadora em Direito Digital, Ciência Política, Direito Empresarial e Marxismo e integrante do Grupo de Pesquisa "Interfaces entre Direito, Estado e Economia" (IDEE).

Publicado

2025-07-23

Cómo citar

BARROS KURUNCI, Bruna; LINTSEY RIBEIRO, Gabrielly. O “neossujeito” e a autovigilância como mecanismo de produção. DESC – Derecho, Economía y Sociedad Contemporánea, [S. l.], v. 6, n. 1, p. e014, 2025. DOI: 10.33389/desc.v6n1kurunci. Disponível em: https://seer.facamp.com.br/seer/index.php/FACAMP/article/view/desc.v6n1kurunci.. Acesso em: 4 aug. 2026.