Trauma, tempo e espectro
(o tópico historiográfico da “contemporaneidade do não contemporâneo”)
DOI:
https://doi.org/10.33389/desc.v6n1ruimartinsPalabras clave:
historiografia, direitos humanos, contemporaneidade, memóriaResumen
Durante cerca de dois séculos funcionou. Com tudo para correr mal, a “história” e a “memória” desenvolveram um relacionamento pragmático, consciente das respetivas singularidades irredutíveis, mas também do muito que as co-implicava. Descontado, como episódio irritante, o momento hallbwachsiano – em que o próprio pai da memória coletiva fez questão de marcar as diferenças genéticas entre memória e história –, os dois pólos da equação optaram por investir nos pontos de confluência entre si. Que são vários, aliás: “as características apresentadas como típicas da memória (seleção, finalismo, presentismo, verosimilhança, representação) encontram-se, igualmente, no trabalho historiográfico”, de modo que, bem vistas as coisas, conforme sustenta Fernando Catroga, se “a história é filha da memória, o contrário também é verdadeiro”
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